Novembro 2017

10/12/2017

O mês de novembro foi caracterizado pela valorização das moedas globais, recuperando parte das perdas ocorridas no mês
anterior em relação ao dólar. No Brasil, a falta de consenso em Brasília continuou a afetar o mercado financeiro doméstico. O
investidor estrangeiro sinalizou com menor disposição a manter posições em meio às indefinições quanto à dinâmica fiscal,
promovendo retirada líquida de recursos da bolsa brasileira e pressionando as cotações de diversos ativos. Neste cenário, o Índice Bovespa obteve o 2º pior resultado mensal do ano, com desvalorização de 3,15% e com perdas em todos os índices setoriais. No mercado de moedas, o descolamento do Brasil em relação ao movimento observado no mundo também foi sentido. Com desvalorização de 1,6% em relação a uma cesta de moedas das principais economias desenvolvidas e de 2,2% na comparação com o Euro, a moeda americana obteve leve desvalorização (-0,09%) em relação ao Real, após obter ganhos relevantes nos dois últimos dias do mês. A curva de juros nominal repetiu o mês anterior, com fechamento de taxa e ganhos nos vencimentos curtos (impactados pelos dados de atividade e inflação), combinada com elevação das taxas e perdas nos vencimentos mais longos(onde o prêmio de risco predomina).

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